sábado, 11 de julho de 2009

FESTIVAL DE INVERNO

Batatinha quando nasce,
Esparrama pelo chão.
A "nata" quando sobe a serra,
Emporcalha Campos do Jordão!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

COMO ENLOUQUECER SEU ARQUITETO

Esse texto tá no meu site, vocês devem saber...mas, vou postar aqui.

COMO ENLOUQUECER O SEU ARQUITETO

Regras básicas de relacionamento:
Diga muitas palavras bem básicas, mas que farão você se sentir o Máximo: combina; mistura; fino; chique; etc. Ah, não se esqueça das gírias: tipo assim; mora; bicho; da hora e quaisquer outras que você lembrar (faça uma lista para não se esquecer de nenhuma).
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Leve sempre as crianças para as reuniões no escritório dele e deixe-as extravasar toda aquela energia destrutiva em cima dos objetos que encontrarem.
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Apaixone-se (e demonstre essa paixão) por tudo que for dourado, rebuscado e de mogno. Abuse do brilho!!!
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Peça para ele colocar o símbolo do seu time de futebol em algum lugar da decoração (não pergunte muito insistentemente onde, pois ele pode responder...).
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Fale de tudo o que você viu (e quer igual ) naquelas revistas que mostram as casas dos artistas ( lembre-se que alguns artistas são cegos e não fazem a menor idéia do espaço onde vivem...).
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Insista para que ele a leve para escolher os tecidos das cortinas da casa que você começou a construir ontem ( não se esqueça de chegar duas horas atrasada ).
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Mude bastante de opinião durante o projeto e a obra (de preferência depois que as coisas estiverem detalhadas, especificadas e compradas).
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Quando sair com ele para escolher qualquer coisa, leve sempre alguém de gosto que você ache confiável. Sogras são muito boas para esse tipo de serviço ( um dia antes, dê um jeito de machucar o pé da velha, acidentalmente, para que ela tenha que fazer todo o percurso bem devagar e reclamando ).
Se possível leve também o seu bichinho de estimação.
Caso a sogra e o cachorrinho já tenham outro compromisso, brigue com o maridão e leve-o para lavar a roupa suja na presença do arquiteto.
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Escolha um dia de muito calor para fazer um tour pelas lojas. Sugira fazerem o percurso num único carro (o do arquiteto, é‚ claro) e peça para ele não ligar o ar condicionado.
Também pode ser um dia com chuva de granizo. Ele vai adorar tanto quanto.
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Peça para sua avó fazer várias toalhinhas de crochê e/ou tapetinhos de barbante que ficarão bár-ba-ros perto da mobília que ele escolheu. Um toque pessoal é fundamental (aqueles joguinhos de tapetinhos para banheiro e as capas para botijão de gás também farão o maior sucesso).
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Telefone nos horários mais insólitos (arquiteto não tem vida própria e, no fundo, sempre quis ser pediatra) . Aproveite para berrar bastante no ouvido dele.
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Nunca reembolse as compras que ele fizer para sua obra (arquiteto adora quando sua conta bancária estoura por culpa do cliente caloteiro).
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Aproveite para atrasar os pagamentos dos honorários dele. Sempre!
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Mantenha sempre um sorrisinho cínico no canto da boca e divirta-se!!!

MUITO SUSPEITO...

Essa obra em primeiro plano (sem título, 1999) é de Marcelo Silveira. O título é mesmo TOTALMENTE DISPENSÁVEL, porque ela é autoexplicativa....¬¬
Ah, sim...ela também está no Parque da Luz ( tô começando a achar aquele lugar sinistro...auhauhahu)

MULHER PROVOLONE



Nada de mulher melancia ou samambaia!! Muito antes disso, Victor Brecheret, em 1923/24, já criou a MULHER PROVOLONE...sim, porque vamos combinar que ela, de costas, parece uma enorme peça de provolone, com os barbantes marcando o "corpinho"!! Ele até tentou disfarçar e deu-lhe o singelo nome de "Carregadora de Perfume"...mas, não me convenceu muito...
A propósito, se você quiser ver o "rostinho" da beldade acima, vá ao Parque da Luz...e mande pra ela lembranças minhas!!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BRINCAR DE ESTÁTUA

Claro que pra inaugurar esse marcador, tinha que botar esta foto! Eu, no Jardim Botânico de Buenos Aires. Tá..eu confesso que não sei que obra é essa, porque quando tirei a foto, não pretendia ainda fazer o blog...foi mesmo só pra participar da cena. No entanto, é gostoso poder interagir com a coisas..e melhor ainda, vê-las sem grades ou pichações.
A propósito, eu sou o de blusa azul..o menos pálido..ahahahaha

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CASINHA

Uma casinha perdida no meio de um bairro de sampa. Simples, calma, com cheirinho de vó fazendo bolinho de chuva...pena que muitas dessas são demolidas e/ou descaracterizadas em nome do "progresso".
Humpt!

segunda-feira, 30 de março de 2009

SEGUNDO MINHA SOBRINHA

Por um mundo divertido!

INFÂNCIA

Mais um dos meus desenhos de criança ( esse eu fiz, acho, aos 9 anos ). Engraçada - e assustadora - a minha visão de vida urbana naquela época. Ainda bem que cresci logo! ahaha

VISIONÁRIO MÍOPE OU ARQUITETO???

Arquiteto é um complexo complexo, cheio de complexos!
O sujeito passa a infância recortando, colando, colorindo e brincando! Cabula as aulas de química do colégio, sabota as de biologia e dorme nas derivadas dessas. Uma vez na faculdade, retoma o hábito de recortar, colar, colorir e brincar! Sai de lá rebelde ( sem causa ), visionário ( míope ), utópico ( em vários tópicos ) e jura que vai mudar o mundo com a ajuda de sua inseparável lapiseira pentel. Até dá um nome pra tal façanha: “PROJETO MESSIAS“.
No dia da festa de formatura,vê no noticiário que algum grupo radical do Afeganistão balança o centro da Europa mais uma vez, que a África continua morrendo de fome e de Aids e que a Oceania é palco de testes nucleares dos Estados Unidos e da França. Coça a barba, pensa um pouco e conclui que salvar a América Latina já está de bom tamanho, afinal, “ do lado de lá “ tem loucos demais e utopia tem limite!
Volta da festa zêbado e feliz, pq conseguiu dar novo rumo à sua carreira: de utópico salvador da Humanidade a futuro real salvador da América Latina!
Dois dias depois, já quase recuperado do porre, vai a uma banca de jornais e compra a Veja, Exame e a Times. Caminha meio quarteirão e volta à banca pra pegar também a Folha, o Estadão, e o Valor Econômico, pois agora sua missão tem um foco e precisa saber por onde começar seu “PROJETO GUEVARA”
Aí, como é um cara elétrico e faz tudo ao mesmo tempo, liga a tv pra ver o noticiário enquanto folheia a Veja...e....e...e...vê o Chávez ( o Hugo) falando sobre a exposição dos corpos, dizendo que aquilo é uma imoralidade, etc,etc... Tenta abstrair e rir um pouco das insanidades daquele “ser estranho“ e olha como estão as coisas no Paraguai e fica sabendo das manobras dos EUA em torno do aquífero Guarani. Alarmado com os vizinhos estranhos e perigosos, sente um frio na espinha e uma extrema necessidade de proteger seu país, já que todo o resto do mundo parece caótico! Vai ao armário, enrola a bandeira do Brasil no corpo e grita: “Independência ou Morte”! E viva o “PROJETO TUPI”. Ao mesmo tempo, ouve um pronunciamento do Lula, dizendo que “essa tal crise..essa marolinha, num é nada, cumpanheirus! Nóis podi mudá issu i insinar us americano comu se fais pra comandá um país”!
Suspira...joga um olhar vazio pela janela, larga a bandeira ali mesmo e vai pegar o carro pra dar uma volta na cidade, pensando no seu novíssímo “PROJETO URBIS”.
Entra por ruas e alamedas e vê lixo espalhado por todo canto, ruas esburacadas, mobiliário urbano destruído, edificações pichadas e prédios públicos deteriorados...
Pega o caminho de volta e esboça um sorriso, ao perceber que a solução está lá, envolta da sua casa, no seu bairro, que é relativamente civilizado e conclui: se eu puder salvar meu bairro, terei as portas abertas para salvar todo o resto! Volta feliz, pensando na estratégia a seguir no seu “PROJETO BAIRRO”.
Entusiasmado, pára , já na área do seu novo objeto de estudo e tenta identificar algum ( sim, algum, pq deve ter muito pouco ) “problema”.
Vê os muros sem vida e sem vegetação, todos pichados ( puxa!); sente o cheiro fétido do lixo e da urina a céu aberto; as pessoas passando por ele e nem olhando na cara; os canteiros da pracinha destruídos; um antigo colega de escola, morador de uma sobreloja, ouvindo um pagode no último volume e uma senhora,que julgava muito distinta, jogando lixo na rua...
Sente um nó na garganta, entra no carro e volta pra casa, pois sabe que lá poderá ser feliz, já que sua casa é seu reino e pelo menos lá, todos sabem que ele tem valor! Ah, o “PROJETO LAR”!
Abre a porta e sua mãe, aos berros, manda ele tirar da parede do quarto aqueles desenhos horrorosos que ela teve que engolir durante toda a faculdade dele; o pai olha por sobre os óculos e diz que ele precisa arranjar um emprego pra começar a se sustentar,porque a farra acabou e percebe que sua avó deu ( deu mesmo) seus lápis-de-cor e canetinhas pros priminhos - “afinal ,agora que vc se formou ,não precisa mais dessas coisas de criança“
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( )
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Suspira e lembra que no jardim, pelo menos, pode sentir paz, porque lá tem umas plantinhas que cultivou com todo cuidado e que sempre ouviram em silêncio ( sinal de respeito, enfim!!) suas dores e alegrias.A passos largos, caminha pro seu oásis e vê que seu cachorro destruiu tudo naquela manhã...
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tu-do...
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vai para o quarto meio atordoado, abre a internet e vê quando terá inscrição pro curso de gastronomia...

domingo, 15 de março de 2009

CIDADE IDEAL

Também já tive infância e algumas pessoas juram que ainda não saí de lá.
Não posso discordar de todo, confesso...

Como guardo praticamente TU-DO que fiz desde aquela época, procurei no passado alguma imagem e texto que servissem pra traduzir o que EU pensava a respeito da CIDADE quando era criança e queria ser dentista ( antes disso queria ser médico de galinha, mas essa eu conto depois ).
A imagem acima é uma colagem que fiz aos 11 anos de idade e o texto abaixo, que por acaso, tem como tema a CIDADE IDEAL, achei num outro caderninho daquela época. Curioso foi descobrir que eu era mais "vanguardista" em alguns aspectos do que sou hoje...
Vou transcrever na íntegra a pequena redação, datada de 04/04/1979, com todos os erros de português que meus 11 anos de idade me permitiam ter:

CIDADE IDEAL

" Se eu pudesse ter uma cidade ideal para viver, ela seria assim:
A cada km2, teria uma barraca de sorvetes.
Nas esquinas e pontes, pipoca e doce, tudo grátis.
Não haveria filme proibido para menores e as pessoas poderiam fazer o que quizer, exeto matar e furtar.
Teria comida do tipo que se quizesse, de um em um metro.
Não haveria brigas, nem palavrões e as pessoas poderiam ter até, dois maridos ou duas esposas.
Assim seria uma cidade ideal. "
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Eu era feliz...e já sabia!